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Diário de caminhada

"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince

Diário de caminhada

"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince

Outono em Monsanto 🍂🍁🍄

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 09.11.25

Com o início do outono - o recomeço das caminhadas no parque florestal de Monsanto, que fazia há cerca de 10 anos e que agora retomei. 

Nem a propósito, este parque celebrou 91 anos no dia 1 de novembro. 

Não podia haver melhor altura para reiniciar-me nesta rotina do que no outono. Já por aqui caminhei em diversas estações do ano, mas julgo que das épocas mais bonitas para o fazer é no outono e na primavera. Pelo menos será nos equinócios que melhor se visualizam as mudanças. 

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Esculturas de caracóis - símbolo, para mim, da época das chuvas. 

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Como não podia deixar de ser, as maravilhas do mundo dos cogumelos, com as suas formas, texturas e cores.

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E a remeter para uma memória antiga em meados de outubro/início de novembro - os medronheiros carregados com os frutos mais maduros na parte superior e bem doces. Finalmente, pude reviver os hábitos dessa altura, de os apanhar e comer. Tinha mais saudades destas caminhadas do que me lembrava. 

Solstício de verão 🌞

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 22.06.25

Ontem, dia 21 de junho, chegou o verão ao hemisfério norte marcando o dia mais longo do ano!

Sendo esta, sem dúvida, a minha estação favorita, partilho aqui algumas fotos tiradas na última caminhada que fiz, em Alcanena, realizada num clima bem introdutório ao verão que resultou num enorme escaldão. Depois desta, nunca mais me vou esquecer de aplicar protetor solar antes de uma caminhada a partir de fins de maio até setembro. O trilho percorrido era circular, com cerca de 14 km, e almoço a meio do trajeto, mas já após as 13h00. Aconselho a evitar o horário entre as 12h00 e as 14h00 para caminhar. 

Tentei encontrar alguns elementos identificativos da aproximação do verão: um caracol, muitos cardos pelo caminho, insetos a aproveitarem o pólen, um belíssimo gafanhoto e um lagarto a mudar de pele. 

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DSC_0061.jpeg  Passámos também pelo que penso ser um campo de cevada de onde brotava aos punhados aqui e ali papoilas reluzentes que se destacavam da cor arenosa. No meio da aridez, um  toque de maio e de primavera que, aliás, os constantes polinizadores não deixavam  esquecer. 

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A luz dura, a enfatizar o claro/escuro, luz/sombra, e a paisagem com árvores quase monocromática deixa já antever o estio a chegar, pelo contraste das cores, sobretudo ao meio-dia. 

Hei de voltar à publicação de mais fotos e à apresentação de mais pormenores desta caminhada, mas, para já, ficam estas imagens como celebração do solstício. 

Santuário da Peninha – caminhada outonal

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 17.11.24

Numa das últimas caminhadas que fiz em Sintra, visitei um local que não conhecia e que fica no extremo oeste da serra de Sintra, sendo a sua referência mais próxima o Convento dos Capuchos, localizado mais a nordeste.

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Trata-se do Santuário da Peninha com a capela dedicada a Nossa Senhora da Penha, ali construída por, segundo a lenda, ser local de aparição de Nossa Senhora a uma pobre pastorinha muda, iniciando-se assim a sua devoção popular.

A versão mais recente da capela terá sido reerguida pela mão do ermitão de São Saturnino, Pedro da Conceição, entre 1690 e 1711.

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Foi numa tarde em inícios de outubro que fiz a caminhada, mas não contemplei a magnífica vista que se alcança da Peninha – um miradouro sobre Lisboa e Cascais, só possível visualizar com céu aberto, o que, pelo que percebi, é raro devido à altitude do local. Estava um nevoeiro muito cerrado que não se levantou com o passar das horas. Ainda assim, fiquei satisfeita com o que pude vislumbrar de perto e registar. 

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Segue-se abaixo do santuário, passando pela ermida abandonada de São Saturnino, o Bosque do Silêncio, de que nunca tinha ouvido falar. Local místico, como só em Sintra se pode encontrar, um bosque cerrado, escuro e naquele dia enevoado, que pelos seus caminhos nos conduziu à anta de Adrenunes. Fica assim, o primeiro registo a constituir parte do projeto pessoal de fazer um levantamento fotográfico de todos os recintos megalíticos que encontrar. 🌙

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A anta está a cerca de 1 km da Peninha, voltada para o pôr do sol, e supõe-se ter sido uma necrópole coletiva.

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Olá, primavera!

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 19.04.24

Eis que chega mais uma época com toda a diversidade e mudança gradual típica de uma estação que está entre os solstícios.

A natureza finalmente reergue-se e, pouco a pouco, desperta do seu longo sono de inverno, algumas árvores mais cedo do que outras, e as flores campestres reaparecem com a promessa de inovação. 

Fiz uma seleção de fotos tiradas em caminhadas anteriores, que coincidiram com esta época do ano, numa tentativa de catalogar algumas espécies, não estando certa de ter sido bem-sucedida, pelo que agradeço, desde já, alguma correção que me possam facultar. 

A foto abaixo ilustra uma das primeiras árvores que, pelo que tenho observado todos os anos, são prelúdio do fim do inverno. É ao passar por elas que me apercebo de que já não falta muito para a primavera chegar e noto o pormenor de, nesta árvore em particular, a floração nascer antes da folhagem, o que também auxilia na sua identificação como uma ameixeira-de-jardim (o facto de a ter captado em parques urbanos também contribuiu para esta nomeação).

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Seguidamente, continuei a fotografar o que se encontrava à minha volta, nomeadamente no parque Gonçalo Ribeiro Telles, em Lisboa, na Praça de Espanha, com destaque para macros de flores. 

Conforme as fotos que se seguem, e pela ordem de publicação, captei um pampilho-coroado, malmequeres (um com uma surpresa🐞) e alguns saganhos-mouros. 

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Noutro registo de tonalidade, fonte também importante para ajudar na identificação floral, segue-se uma lavatera-de-três-meses e um tipo de cardo (galactites tomentosa). 

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Por fim, o registo de uma esteva encontrada durante uma caminhada nos Passadiços do Gameiro, em Mora. 

Neste post, este foi o único exemplar encontrado fora do jardim mencionado. 

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10 km de rota vicentina

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 16.07.23

Por estarmos no verão e a costa vicentina ser um destino de excelência que quase todos os anos escolhemos para descansar na época balnear, seguem-se algumas fotos de uma caminhada não planeada de cerca de 10 km que fizemos num dos verões passados.

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Os marcadores de cor verde e azul que encontramos ao longo da paisagem para orientar os caminhantes da rota vicentina, nomeadamente do trilho dos pescadores, indicam-nos o caminho certo, errado e as direções a tomar, distinguindo-se da rota histórica de cor branca e vermelha e dos percursos circulares de sinalética amarela e vermelha.

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O trilho antigamente utilizado para aceder à praia é sempre percorrido junto ao mar e por falésias com uma certa altitude onde nos deparamos com belas praias recortadas na paisagem. Enquanto percorremos as dunas, é possível apreciar a flora endémica, típica de locais que enfrentam a aridez do vento marítimo e do sol.

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Este é um trilho de estreito contacto com a natureza que a certa altura nos conduziu a um pinhal onde decidimos dar por concluída a caminhada, uma vez que sabemos a distância total da rota para a qual não estávamos preparados.

No entanto, ficou a ideia de conhecer melhor a extensão e beleza deste trilho a que o percurso de 10 km nos introduziu.