2025-2026
Cátia Ribeiro, 31.12.25






Capuz-de-frade com luz de inverno, natureza no chão e nas paredes, troncos caídos, borboleta rabo-de-andorinha e citação para o meu final de ano.
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"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince
"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince
Cátia Ribeiro, 31.12.25






Capuz-de-frade com luz de inverno, natureza no chão e nas paredes, troncos caídos, borboleta rabo-de-andorinha e citação para o meu final de ano.
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Cátia Ribeiro, 08.12.25
Em inícios de novembro do ano passado, num fim de semana prolongado, aproveitei para me retirar para a montanha e procurar, através da minha lente, as cores do outono. Tonalidades que não sei descrever e nunca desiludem, seja em que formato de registo for.
Fiquei hospedada em casa de uma amiga que mora na aldeia de Ponte de Fajão, perto da aldeia de xisto de Fajão, sede da freguesia de Fajão-Vidual, concelho da Pampilhosa da Serra.
Na casa dela, e nas habitações em redor, encontrei facilmente árvores de fruto carregadas, que nesta época do ano me facultaram a paleta de cores que procurava: dióspiros, figos em fim de época, romãs...





O rio Ceira nasce perto da aldeia de Covanca e atravessa Ponte de Fajão com um leito característico serrano de águas cristalinas, puras e frescas.
As fotos abaixo retratam uma das zonas do leito que os locais denominam de Gola Grande, onde ainda hoje, na época balnear, há quem a procure para fugir à confusão que se instala na praia mais a sul.





Pergunto-me se ainda lá estará a torga que o rio trouxe com as cheias de janeiro de 2023.
Ponte de Fajão não é considerada uma aldeia de xisto e nem todas as casas são revestidas por esta pedra sedimentar. Ainda assim, integra um dos pontos de passagem da Rota das Aldeias de Xisto e é possível encontrar algumas habitações com essa característica, como esta, situada na zona do Quelho, que ardeu no incêndio de 2017.

Nesse fim de semana, tive também a oportunidade de visitar a aldeia de Fajão, já integrada nas Aldeias de Xisto, embora a minha atenção se tenha debruçado sobre o meu objetivo principal de registo das tonalidades outonais, tendo, por isso, direcionado o meu foco ao património natural.

Deverei, certamente, já ter visto um castanheiro tão grande e carregado, como este cuja copa se agigantava aos meus pés, pois encontrava-me num patamar superior, tendo atentado ao pormenor de alguns ouriços "a sorrir".





Da casa da minha amiga, a vista a 360º diminui-me perante os altos penedos de quartzito.
Ao final do dia, recordei ter assistido na infância ao último raio de sol que ilumina o pico da montanha, enquanto abaixo dele já o breu se estendera sobre a terra. Aí, só a iluminação das casas nos valem, quando caminhamos pelas ruas estreitas e xistosas ao sabor da aragem húmida e do cheiro a lenha das lareiras e salamandras que todas as casas deverão possuir.
Aqui, aquecemo-nos à moda antiga, passa o tempo ao ritmo do sol e da lua, que, quando é nova, nos permite ler e seguir as constelações.

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