Pôr-do-sol no cais do Montijo
Cátia Ribeiro, 31.08.24
E assim parece que o verão se despede com o final de agosto.
O pôr-do-sol a dar descanso a uma estação que efetivamente só termina no mês que vem.

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"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince
"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince
Cátia Ribeiro, 31.08.24
E assim parece que o verão se despede com o final de agosto.
O pôr-do-sol a dar descanso a uma estação que efetivamente só termina no mês que vem.

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Cátia Ribeiro, 29.08.24
Flor que associo ao verão, o hibisco é uma espécie exótica que cresce em arbustos e floresce entre a primavera e o verão, até ao início do outono.
Flor do Havai, podemos identificá-la facilmente em diversas cores, sendo a cor-de-rosa a que fotografei com mais frequência e ainda a vermelha e cor de salmão. Existem outras tonalidades que não cheguei a registar, tais como, brancas e amarelas.
Abaixo seguem algumas que encontrei na minha "coleção" de fotos.







Mimo-de-vénus (Hibiscus rosa-sinensis)

Rosa-da-síria (Hibiscus syriacus)
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Cátia Ribeiro, 17.08.24
Este verão não vou sair (fisicamente) de Lisboa.
Este ano não vou, como tem sido habitual, à costa alentejana à procura de um mar revolto para nadar e mergulhar. Também não vou viajar para o campo, para casa de uma amiga minha, por exemplo.
Este ano, Lisboa vai ser a minha cidade de férias com o mar à porta numa (aparente) calmaria e vou procurar o campo no acolhimento dos jardins urbanos. A revisão, seleção e publicação de fotos também me transportará para outros tempos e lugares e, como não podia deixar de ser, a leitura terá um papel fundamental.
Pareceu-me, pois, a altura ideal para conhecer Louise Glück com Uma Vida de Aldeia, edição bilingue (tradução de Frederico Pedreira), da editora Relógio D'Água. Autora distinguida em 2020 com o Prémio Nobel da Literatura e citando a badana da capa deste livro: "pela sua inconfundível voz poética, que, com uma beleza austera, tornou universal a existência individual".

Revi esta citação enquanto lia o livro e já tenho em espera na estante mais uns quantos da autora: Averno, Noite Virtuosa e Fiel e A Íris Selvagem, este último vencedor de um Pulitzer. Um livro de poesia receber um Pulitzer urgiu-me à sua leitura, já que sempre fui sensível às motivações de atribuição deste prémio.
Num aspeto gráfico, gostaria também de elogiar o design escolhido para ilustrar as capas dos livros, desde as cores sintéticas, aos elementos presentes que nos introduzem à temática de cada um, com estreita relação ao título.
Em Uma Vida de Aldeia encontrei a descrição do quotidiano campestre (para onde procurei viajar), mas também estão bem demarcados os elementos da passagem do tempo, seja pela mudança das estações, seja no envelhecimento das gerações e até nas alterações dos próprios lugares.
O foco no agora e a impermanência do que nos rodeia, bem como a tentativa de contrariar essa inevitabilidade.
"Na janela, a Lua surge suspensa sobre a terra,
insignificante, embora carregada de mensagens.
Está morta, sempre esteve morta,
mas finge ser outra coisa qualquer,
ardendo como uma estrela (...)
Se há uma imagem da alma, creio que é esta." (pp. 153 e 155)
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