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Diário de caminhada

"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince

Diário de caminhada

"Pour les uns, qui voyagent, les étoiles sont des guides". - Le Petit Prince

Hibisco - flor de verão 🌺

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 29.08.24

Flor que associo ao verão, o hibisco é uma espécie exótica que cresce em arbustos e floresce entre a primavera e o verão, até ao início do outono. 

Flor do Havai, podemos identificá-la facilmente em diversas cores, sendo a cor-de-rosa a que fotografei com mais frequência e ainda a vermelha e cor de salmão. Existem outras tonalidades que não cheguei a registar, tais como, brancas e amarelas. 

Abaixo seguem algumas que encontrei na minha "coleção" de fotos. 

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Mimo-de-vénus (Hibiscus rosa-sinensis)

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Rosa-da-síria (Hibiscus syriacus)

Introdução a Louise Glück

Avatar do autor Cátia Ribeiro, 17.08.24

Este verão não vou sair (fisicamente) de Lisboa. 

Este ano não vou, como tem sido habitual, à costa alentejana à procura de um mar revolto para nadar e mergulhar. Também não vou viajar para o campo, para casa de uma amiga minha, por exemplo.

Este ano, Lisboa vai ser a minha cidade de férias com o mar à porta numa (aparente) calmaria e vou procurar o campo no acolhimento dos jardins urbanos. A revisão, seleção e publicação de fotos também me transportará para outros tempos e lugares e, como não podia deixar de ser, a leitura terá um papel fundamental. 

Pareceu-me, pois, a altura ideal para conhecer Louise Glück com Uma Vida de Aldeia, edição bilingue (tradução de Frederico Pedreira), da editora Relógio D'Água. Autora distinguida em 2020 com o Prémio Nobel da Literatura e citando a badana da capa deste livro: "pela sua inconfundível voz poética, que, com uma beleza austera, tornou universal a existência individual". 

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Revi esta citação enquanto lia o livro e já tenho em espera na estante mais uns quantos da autora: Averno, Noite Virtuosa e Fiel e A Íris Selvagem, este último vencedor de um Pulitzer. Um livro de poesia receber um Pulitzer urgiu-me à sua leitura, já que sempre fui sensível às motivações de atribuição deste prémio. 

Num aspeto gráfico, gostaria também de elogiar o design escolhido para ilustrar as capas dos livros, desde as cores sintéticas, aos elementos presentes que nos introduzem à temática de cada um, com estreita relação ao título. 

Em Uma Vida de Aldeia encontrei a descrição do quotidiano campestre (para onde procurei viajar), mas também estão bem demarcados os elementos da passagem do tempo, seja pela mudança das estações, seja no envelhecimento das gerações e até nas alterações dos próprios lugares. 

O foco no agora e a impermanência do que nos rodeia, bem como a tentativa de contrariar essa inevitabilidade. 

"Na janela, a Lua surge suspensa sobre a terra, 

insignificante, embora carregada de mensagens. 

Está morta, sempre esteve morta, 

mas finge ser outra coisa qualquer, 

ardendo como uma estrela (...)

Se há uma imagem da alma, creio que é esta." (pp. 153 e 155)